Eu sei que você ficou chateada comigo, e eu entendo que eu não tenho como controlar isso, contudo eu queria tentar mais uma vez: perdão.
Eu não deixei de te avisar na hora por falta de consideração, ou porque você não é importante, e eu definitivamente não sei o que passou pela sua cabeça e te deixou chateada, mas eu não tive intenção alguma de deixar de te avisar.
O que aconteceu sexta foi o seguinte: eu fiquei no meu quarto, esperando o resultado sair, e assim que eu vi meu nome na lista, comecei a gritar e chorar. A partir daí foi uma confusão de eventos. Enquanto eu tirei o print screen, e postei no facebook, meus pais conseguiram brigar. Sim, brigar ao ponto da minha mãe sair chorando. Depois disso, chorando ela foi limpar a caixa de gordura, porque... eu não sei porque sinceramente. Ela passou mal, porque misturou ácido muriático e cândida, ficou com dificuldade pra respirar e talz. Eu fiquei lá com ela, conversei com meus pais, meu pai chorou... foi horrível. Foi facilmente um dos dias mais traumáticos da minha vida hahaha. Eu não voltei pro facebook, eu só dava umas olhadinhas, curtia quem tinha comentado alguma coisa, e respondi quem me mandou mensagem: a Grazi e a Lu. Eu só consegui avisar e falar com o Ítallo mais tarde.
A Kátia me ligou e me chamou pra ir por Etapa, e eu acho que era uma 17h, não me lembro bem. Eu fui e me arrependo um monte disso hahaha. Não por causa da Kátia nem nada, mas sei lá. Não foi muito agradável. Eu fui até a atlética da medicina, e de lá sai correndo pra casa da Vic, que a gente já tinha combinado mais de mês de dormir lá.
Foi lá da Vic que te mandei a mensagem, porque achei estranho que você não tinha curtido nada, nem me mandado nada. E o resto é resto.
Você pode não acreditar, pode continuar brava, pode nunca mais falar comigo se quiser, de verdade. Mas eu juro que não foi por querer, sexta feira foi um dia extremamente estranho e traumático pra mim, e eu não viveria ele nunca mais.
Eu resolvi não te encher mais o saco, porque eu não sei... acho que ficar falando com você como se nada tivesse acontecido é esquisito e eu sinto que você não tá bem comigo. O que me deixa mal, porque eu fico pensando nisso direto e me sinto horrível. Mas enfim, quando você estiver bem, ter esquecido, me perdoado, sei lá, eu estarei aqui!
Eu não sou muito boa em expressar sentimento pessoalmente, eu morro de vergonha e tenho medo de falar besteira - o que, no fim das contas, é o que eu mais faço - e desculpa se eu não deixo claro o quanto você é minha amiga, e o quanto eu gosto de você. Eu acho que as vezes parece que eu sou meio insensível ou sei lá, mas não é verdade. Eu sou só estranha, e não consigo falar as coisas direito.
Eu juro que é a última vez que eu encho seu saco em relação a isso, de verdade. Desculpe mais uma vez.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
003 - Opinião
"O que me deixa puta nessas discussões é que eu sinto que tô estudando para nada. 4 anos estudando isso, quase, e todos tem uma opinião como se fosse SÓ questão de opinião e dane-se o resto haha."Sim, essa é mais uma da série: sociólogos de facebook.
Não serei hipócrita: eu tenho os meus "achismos", e de vez em quando exponho eles. Eu tenho opinião sobre o sistema de cotas racial, sobre o bolsa família, enfim, sobre uma série de coisas. Ao mesmo tempo, há uma série de outras questões que eu não me arrisco, por falta de leitura/informação: médicos cubanos, e os rolezinhos são alguns desses assuntos por exemplo. E mesmo esses outros em que eu tenho algum tipo de opinião, não passa disso: opinião.
O que muita gente não entende é que opinião não é, necessariamente, sinônimo de sabedoria, mas está mais próximo de impressão, de um julgamento pessoal, segundo valores morais (muitas vezes questionáveis), e que na maioria das vezes não carrega pesquisa científica nem raciocínio lógico.
Sair por aí bradando, por exemplo, que o Bolsa Família cria "vagabundos" não é nenhuma teoria social. Isso é um exemplo claro de opinião, pois através dos seus valores morais, você chegou a essa conclusão, que vamos ser sinceros aqui, é uma falácia.
É uma falácia pois não carrega rigor lógico, racional, científico. Apenas carrega uma impressão pessoal sobre uma medida governamental. Eu poderia aceitar esse argumento a partir do momento que fosse conceituado o que é ser "vagabundo", e com base nesse conceito, uma estatística fosse elaborada, relativizando o número daqueles que, ao receberem o benefício se tornaram vagabundos, contra aqueles que... não são vagabundos.
O estudo das ciências humanas não é feito de modo "a caralha" como a sua opinião - e até a minha -. Quando um cientista político, uma estudante de políticas públicas, de maneira extremamente humilde, apresenta artigos científicos, argumentos lógicos, e todo o conhecimento adquirido durante seus estudos, não é simplesmente uma questão de opinião, é uma especialista da área que está expondo seus conhecimentos.
Sei lá sabe, só é muito triste quando uma estudante extremamente esforçada, dedicada, que é extremamente humilde como a minha amiga, sente-se inferiorizada, pois a matéria de estudo dela é reduzida a "questão de opinião".
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